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Rogério Scarabel teve artigo publicado na News Futuro da Saúde

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Quando um hospital utiliza inteligência artificial para melhorar diagnósticos, reduzir complicações ou apoiar decisões clínicas, isso é visto como uma inovação.

Quando um médico utiliza protocolos e medicina baseada em evidências para escolher a melhor conduta, isso é visto como uma excelente prática.

Quando a indústria desenvolve tecnologias capazes de aumentar a efetividade dos tratamentos, isso é celebrado.

Mas, quando os mesmos dados, algoritmos, auditoria clínica ou modelos preditivos, são utilizados para orientar decisões sobre reduzir desperdícios, identificar variações injustificadas ou promover maior eficiência assistencial, o debate frequentemente muda de tom.

Por quê?

Os dados são os mesmos. A tecnologia é a mesma. A ciência é a mesma.

O que muda são as consequências que a eficiência produz.

Quanto mais informação qualificada existe, menor é a assimetria de informação. E quanto menor a assimetria, maior a capacidade de medir resultados, comparar condutas e qualificar decisões.

Talvez o verdadeiro desafio da saúde não seja tecnológico. Seja construir incentivos para que a eficiência deixe de ser percebida como ameaça e passe a ser um objetivo comum.

Porque o problema nunca foi o uso dos dados. Sempre foi o que eles revelam…


Artigo de Rogério Scarabel, Sócio do M3BS Advogados

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M3BS Advogados

Miglioli, Bianchi, Borrozzino, Bellinatti & Scarabel Advogados. Sociedade jurídica com destacada atuação institucional e regulatória em Direito da Saúde, Saúde Suplementar, contencioso de alta complexidade e consultoria estratégica.